21 julho 2014

Vampiros em Nova York - Os primeiros dias

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[ótimo]

Eu recomendo: Os primeiros dias – Vampiros em Nova York
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera

Sinopse:
Existe um parasita transmitido por fluídos corporais que causa um tipo de mutação, ele leva a pessoa a loucura, faz com que está crie aversão a tudo o que ama, torna-os mais fortes, geram hábitos canibais e ódio da luz do sol. Cal Thompson foi infectado por esse parasita, mas ele tem certa imunidade a esse, um caso raro, o que lhe oferece algumas habilidades mas também algumas complicações. Agora Cal tem uma missão, primeiro encontrar todas as namoradas que infectou e depois descobrir quem lhe passou o parasita. Entretanto, ele descobre que sua infecção não foi algo ao acaso e que há uma trama muito maior por traz de tudo.

Meu cantinho:
Eu comprei esse livro cheia de expectativas por ser um livro de Scott Westerfeld, já que ele me conquistou total e completamente com sua série Feios. Eu não me decepcionei porque é um livro muito bem escrito, com ideias coerentes e conectadas, com um mundo novo totalmente explicado, extremamente inteligente, mas ao meu ver com uma escrita diferente do que eu esperava por parte do Scott Westerfeld (mas não algo ruim).
O livro é intercalo entre capítulos aonde Cal Thompson vai narrando sua jornada e explicando em detalhes seu mundo e as suas condições, e capítulos nos quais há alguma curiosidade sobre algum parasita. Algumas vezes o que estava acontecendo com Cal era super empolgante e eu considerava pular esses capítulos, acontece que eles também eram muito interessantes. Eu ficava me perguntando se tudo era verdade e no final o autor fala que todas as referências são verdadeiras, achei bacana ele trazer casos reais, como se esses pudessem sustentar ainda mais sua ideia da existência do parasita que ele criou (já que alguns casos reais parecem ser completamente absurdos).
O melhor do livro é como ele explica de modo científico e torna coerente cada detalhe da sua trama, inclusive explica as antigas lendas de vampiros com as quais somos familiarizados. O autor consegue dar explicações lógicas para todas as situações que deveriam ser consideradas sobrenaturais, e ao fazer isso ele constrói um enredo de vampiros como nunca visto antes. Você pode até pensar que Noturno fez algo parecido (já que a transmissão parece se dar por um tipo de parasita também), mas não é nada tão elaborado e explicado quanto esse livro.
Cal Thompson se mudou do Texas para Nova York para cursar a faculdade de biologia, no seu primeiro dia ele entra em um bar, bebe além da conta, conhece uma garota, vai para casa dela e perde sua virgindade. O que ele não esperava era que pudesse conseguir através da sua primeira relação um parasita e que esse fosse mudar sua vida para sempre. O parasita em questão muda as pessoas de uma forma drástica, aversão a luz do sol e a tudo o que a pessoa já amou um dia, hábitos alimentares mais sangrentos, irracionalidade, força extrema, faro aguçado. Contudo, Cal teve sorte e ele tem certa “imunidade” ao parasita, ele ainda habita seu corpo, lhe traz algumas vantagens como força, faro e visão aguçada, mas sem temer a luz do sol, as coisas que ama, e sem vontade de comer seres humanos. Contudo, nem tudo é positivo, o parasita trabalha para que possa seguir em frente para um corpo que complete seu ciclo, e por isso Cal está sempre excitado, é o parasita tentando encontrar outro hospedeiro.
Desde que foi contaminado (sem saber), Cal contaminou algumas meninas, mas elas não tiveram a mesma sorte que ele. Uma entidade chamada Patrulha Noturna, com milhares de anos, explica toda a situação a Cal e o recruta para que esse encontre todas as meninas com quem já se envolveu. Depois que completar esse passo ele deve buscar a menina que o infectou, Morgan, de quem não lembra muita coisa devido ao álcool. O que ele não esperava é que essa busca por Morgan fosse revelar mais segredos e mistérios do que ele poderia imaginar, e que sua transformação faz parte de um plano e de um perigo muito maior.
Eu sei que muitos já estão de saco cheio de ler sobre vampiros, mas Scott é um escrito maravilhoso que construiu de forma única essa lenda e acredite, você vai ficar deslumbrado com a sagacidade do autor. Altamente recomendado.

Continuação:
O próximo livro da série é Os últimos dias – Vampiros em Nova York, quando achar ele barato com certeza irei comprá-lo.

19 julho 2014

Incendeia-me

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[ótimo]

Eu recomendo: Incendeia-me
Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito

Série Estilhaça-me:
Incendeia-me é o terceiro volume dessa série, se você não leu Estilhaça-me e Liberta-me o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Juliette levou um tiro de Anderson e chegou muito perto da morte, ela conseguiu ser salva graças a Warner. Quando Juliette acorda, ela descobre que foi levada as escondida para os aposentos de Warner, e a terrível realidade da guerra se abate sobre ela: a guerra acabou e todos do Ponto Ômega morreram. Juliette está furiosa, ela quer lutar, ela não pode aceitar que todos se foram, ela pretende matar Anderson com suas próprias mãos e colocar um fim ao Restabelecimento.

Meu cantinho:
Tahereh Mafi é uma escritora maravilhosa e esse livro final foi o fechamento perfeito dessa série. Ela mostrou uma evolução da personagem, através das ações e da escrita, ele desenvolveu muito bem o final, ela trouxe os conflitos, as explicações e as resoluções para estes. É sempre complicado quando a autora não explica tudo, deixa o final em suspenso ou pela imaginação do leitor, mas Tahereh fecha o livro de modo redondinho.
Juliette acorda nos aposentos de Warner e descobre a terrível realidade, que a guerra acabou, que o Ponto Ômega foi bombardeado e que todos estão mortos. Ela fica descontrolada, não quer acreditar que isso seja possível. Warner revela que Sonya e Sara foram levadas por Anderson para trabalharem para ele, mas que os demais rebeldes não existem mais. Ela fica inconformada, se recusa a acreditar e pede para ver com seus próprios olhos o Ponto Ômega. Quando chega ao local a realidade a surpreende e esmaga as esperanças que estava criando, quem estava lá dentro não teve chances de sobreviver. Acontece que do lado de fora ela encontra Kenji, mas um Kenji totalmente diferente, nada de risadas, nada de controle, é uma pessoa sem qualquer equilíbrio, afetada pela morte de todos seus companheiros. Ele está decido a matar Warner, mas esse decide ir embora e evitar um confronto além de permitir que Juliette vá com Kenji, mas não sem a garantia de que irá voltar para buscá-la. Warner está cada vez mais apaixonado e não faz qualquer esforço para esconder esses sentimentos.
Quando consegue trazer Kenji de volta a razão ela descobre que das centenas de pessoas que viviam no Ponto Ômega só sobreviveram aqueles que estavam fora do local, o que se resume a um valor em unidade. Juliette agora é uma pessoa decidida a buscar vingança, a matar Anderson, a colocar fim ao Restabelecimento. Ela precisa fazer com que seus colegas sobreviventes aceitem trabalhar com Warner, para bolar um planto para resgatar Sonya e Sara e destruir esse governo.
O que mais me agradou no livro inteiro foi ver o crescimento de Juliette. Até a escrita muda para acompanhar o amadurecimento dela, não temos mais tanta hesitação, repetição, frases inteiras riscadas. Foi possível ver o quanto ela sofreu, como sua experiência de quase morte, além da perda dos amigos, lhe afetou, fazendo com que ela decidisse mudar, seguir em frente, fazer as coisas acontecerem. Também fiquei ainda mais encantada com Warner, no começo do livro ele consegue explicar todas as suas ações de forma que elas sejam coerentes, mas sem tentar mudar a visão de Juliette como se ele fosse uma pessoa boa – o que de fato ele é. Adam está tão perturbado por tudo o que aconteceu, que está agindo feito um babaca, perdendo qualquer credibilidade comigo, já Warner ganhou totalmente meu coração em Réquiem.
Eu acho que eu não posso explicar o quanto estou satisfeita com o fim dessa série. A trama foi muito bem bolada, as decisões dos personagens foram coerentes, não houve nenhuma mudança brusca ou atitude impensada. O livro cresceu, assim como os personagens e eu só tenho a elogiar o trabalho perfeito dessa autora. Eu gostaria de falar mais, mas não sei como contar o quanto ele é bom sem explicar cada minúsculo detalhe do livro. Tudo o que posso dizer é que essa trilogia deve ser lida!
Uma última consideração que eu vou saber é sobre a capa. Quando mostrei esse livro aqui na caixinha de correio eu falei que achava essa capa bonita, mas ficava triste por ela não combinar com as demais. Acho que a editora vai relançar os primeiros livros com as capas seguindo o padrão dessa última. Para quem já tem os outros livros (como eu) a editora está liberando jackets (capas de papel) para que os livros não fiquem diferentes. Eu só não sei ainda como conseguir a minha (se alguém souber me avise que eu quero).

Volume final.

16 julho 2014

Réquiem

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[muito bom]

Eu recomendo: Réquiem
Autora: Lauren Oliver
Editora: Galera

Série Delírio:
Réquiem é o volume final dessa série, se você não leu Delírio e Pandemônio o texto a seguir pode conter spoilers.

Sinopse:
Lena está na selva com Alex, Julian e alguns outros sobreviventes. Eles estão tentando se reorganizar, reunir forçar, voltar ao movimento e contra atacar, pois não adianta mais se esconder, não agora que ataques de reguladores estão acontecendo a grupos de resistência na selva. Hana está de casamento marcado e seu noivo é o novo prefeito com políticas muito rígidas visando exterminar qualquer resistência. O mundo das duas irá colidir, a luta pela liberdade daqueles na selva, a vida organizada e previsível da cidade sem deliria nervosa.

Meu cantinho:
Eu amei essa série, eu nunca fiquei tão dividia com um casal. No primeiro livro eu me apaixonei totalmente por Alex, no segundo eu me apaixonei novamente por Julian. O segundo livro acaba de um jeito que deixa o leitor louco, desesperado para saber o que segue, assim que soube que ele seria lançado fui logo comprar.
Esse terceiro volume intercala capítulos entre Lena e Hana. Lena está agora com Alex, Julian além de outros sobreviventes, buscando abrigo, fugindo dos ataques de reguladores que começaram a invadir a selva. A relação entre Lena e Julian não é a mesma com a presença de Alex. Alex trata Lena com distanciamento, não fala diretamente e se recusa a olha para ela. Hana vai casar com o novo prefeito, mas ela passa a achar que sua intervenção não foi totalmente bem sucedida, e também começa a perceber que seu noivo não é quem aparenta ser. Ela vai se casar com Fred, que é sempre sorriso, mas que se mostra muito rígido em relação aos inválidos, aos revolucionários. Ela também começa a perceber que ele esconde coisas a respeito de seu passado, seu antigo casamento e esconde de todos seu sadismo e direciona tudo a sua nova noiva.
Acontecem muitas coisas no livro, mas ao mesmo tempo as situações pareciam progredir de forma lenta. Lena não conseguia conciliar seus sentimentos por Julian e Alex, além disso eles estão perdidos, sem saber qual caminho seguir para fazer algo efetivo pela revolução. Hana já passou pela intervenção mas acredita que ela não funcionou efetivamente, além disso ela passa a ter uma responsabilidade enorme agora que casará com o novo prefeito, mas percebe que ele não é uma pessoa boa. Achei que os capítulos de Hana seriam monótonos, mas me enganei, os pensamentos dela são muito interessantes, essa dúvida diante do noivado além de revelações sobre as ações de Hana no passado. Eu estava com muita pena de Hana, pela intervenção, pelo terrível casamento que teria que enfrentar, mas quando ela revela o que fez e suas motivações eu confesso que deixei um pouco a compaixão de lado.
Eu estava totalmente dividida na questão do romance... Alex foi o primeiro, foi o motivo de tudo, mas Julian tem um jeito doce que me agradou muito. Alex volta machucado, tanto fisicamente quanto emocionalmente, afinal ele volta esperando encontrar sua Lena e ela já está com outro. Julian entende que a situação é delicada, oferece todo o espaço e apoio para Lena, mas ainda assim não consegue esconder por completo a sua dor. Contudo conforme o livro vai se desenvolvendo você é capaz de perceber de forma ampla os sentimentos dos personagens e entender quem Lena deveria escolher.
Muitas pessoas não gostaram desse livro, acharam que a autora deixa as coisas muito mal resolvidas. Eu concordo que ela não fecha o livro de forma redonda, ela deixa o final subentendido e que a imaginação do leitor fantasie como será o resto. Eu queria que a autora tivesse dado outras explicações, como as coisas chegaram a esse ponto, como cada coisa e cada pessoa ficariam, mas meu desejo não foi atendido. Apesar de tudo, não foi um livro ruim, o desfecho ao mesmo tempo em que foi esperado me surpreendeu, acho que a escrita foi diferente dos demais livros, mas não totalmente insatisfatória.

Volume final. 

15 julho 2014

Novidades Literárias


Eu tenho um amor completo, total e incondicional por Harry Potter. Foi através dele que eu ingressei nesse mundo literário. Eu cresci junto com os personagens, tínhamos quase a mesma idade. Eu era torturada esperando o lançamento dos livros, por isso alguns dos meus volumes finais são em inglês, eu era muito ansiosa para esperar a versão em português ser lançada. Eu resenhei aqui no blog dessa série apenas o primeiro livro: Harry Potter e a pedra filosofal, e da autora também resenhei Os contos de Beedle, O Bardo, apesar de ter lido vários outros. Recentemente a autora lançou um conto inédito no site Pottermore sofre o futuro de nossos personagens escrito por ninguém menos que Rita Skeeter. Lógico que eu fui correndo devorar o conto e matar um pouco da saudade. Achei uma versão traduzida por Rodrigo Cosma no site Infosfera, vou postar a versão dele e a versão em inglês aqui!


ARMADA DE DUMBLEDORE REUNIDA PARA FINAL DA COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL
escrita pela correspondente de fofocas do Profeta Diário, Rita Skeeter

Existem celebridades – e existem celebridades. Vimos muitas caras famosas do mundo bruxo a nos agraciar aqui no Deserto da Patagônia – Ministros e Presidentes, Celestina Warbeck, a banda controversa americana The Bent-Winged Snitches – todos causaram urros de excitação, com membros da multidão se espremendo para conseguir autógrafos e até lançando Encantamentos de Ponte para alcançar as alas Vips acima das cabeças na platéia.
Mas quando a palavra se espalhou no acampamento e estádio que uma certa turma infame de bruxos (não mais aqueles adolescentes de rosto jovem que tinham no seu apogeu, porém ainda reconhecíveis) tinha chego para a final, a excitação foi além de tudo já visto. Enquanto a multidão se debandava para encontrá-los, as tendas se esvaziavam e as crianças pequenas mal se continham. Fãs de todos os cantos do mundo se espremeram na área onde diziam que os membros da Armada de Dumbledore estavam, desesperados para ter um vislumbre do homem que eles ainda chamam de O escolhido.
A família Potter e o resto da Armada de Dumbledore ganharam acomodações na seção VIP do acampamento, que é protegida por encantos pesados e patrulhada por bruxos-seguranças. A presença deles acarretou numa multidão, todos ali com esperança de ver seus heróis. Às 15 horas do dia de hoje, eles ganharam o que queriam, quando Potter levou seus filhos James e Albus para visitar o complexo onde ficam os jogadores, onde ele apresentou-os ao apanhador búlgaro Viktor Krum.
Prestes a completar 34, existem alguns fios cinzas no famoso cabelo negro do auror, mas ele continua usando seus distintos óculos redondos que alguns podem dizer que caem melhor numa criança de 12 sem estilo. A famosa cicatriz de raio tem companhia: Potter agora tem corte feio acima de sua bochecha direita. Pedidos de mais informações sobre a proveniência meramente produzem a resposta de sempre do Ministério da Magia: “Nós não comentamos sobre as missões super secretas do Departamento de Aurores, como já falamos 514 vezes, sra. Skeeter.” Então o que eles estão escondendo? Estaria o Escolhido enredado em mistérios que podem um dia explodir todos nós, mergulhando-nos numa nova era de terror e mutilação?
Ou será que essa ferida tem uma origem mais humilde, uma que Potter está desesperado para esconder? Será que talvez sua esposa o amaldiçoou? Será que rachaduras estão começando a aparecer numa união que os Potters estão determinados a promover como feliz? Será que devemos interpretar algo no fato de sua mulher Ginevra estar perfeitamente contente ao deixar seu esposo e filhos em Londres enquanto treina para a Copa? Ninguém sabe se ela realmente tem o talento ou experiência necessários para ser mandada para a Copa Mundial de Quadribol (sabemos sim – Não tem!!), mas vamos encarar, quando seu sobrenome é Potter, portas se abrem, confederações esportivas internacionais se curvam em reverência e editores do Profeta Diário te dão destaques na capa.
Como seus fãs devem se lembrar, Potter e Krum competiram um contra o outro no polêmico Torneio Tribruxo, mas aparentemente não guardam nenhum ressentimento, já que se abraçaram quando se viram (o que aconteceu naquele labirinto? É tentador especular, dado o quão caloroso foi o cumprimento dos dois). Depois de meia hora conversando, Potter e seus filhos retornaram para o acampamento, onde socializaram com o resto da Armada Dumbledore até a noite.
Na tenda ao lado estão os amigos mais próximos do Potter, aqueles que sabem tudo sobre ele, mas sempre se recusaram a falar com a imprensa. Estão eles com medo, ou são os próprios segredos deles que eles temem que sejam vazados, manchando a lenda criada em torno da derrota Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado? Atualmente casados, Ronald Weasley e Hermione Granger estiveram com Harry Potter em quase todos os momentos de sua trajetória. Como o resto da Armada de Dumbledore, eles lutaram na Batalha de Hogwarts e sem dúvidas merecem os aplausos e medalhas por sua bravura dados a eles pelo mundo bruxo.
Logo após o fim da batalha, Weasley, cujo famoso cabelo ruivo parece ligeiramente mais rareado, também conseguiu um emprego no Ministério da Magia junto com seu melhor amigo, mas saiu dois anos depois para co-gerenciar o altamente bem-sucedido empório de piadas e truques bruxos, o Gemialidades Weasley. Estaria ele, como falou na época “feliz por ajudar meu irmão Jorge num negócio que eu sempre amei”? Ou ele se encheu de ficar sempre à sombra de seu amigo Potter? Será que o trabalho no Departamento de Aurores foi muito para um homem que admitiu que a destruição das Horcruxes Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado o deixou “profundamente mal”? Dessa distância, ele não mostra nenhum sinal óbvio de doença mental, mas o público não pode olha-lo de mais perto para poder tirar suas próprias conclusões. Isso não é suspeito?
 Hermione Granger, obviamente, sempre foi a femme fatale do grupo. Reportagens da época revelaram que, quando adolescente, ela brincou com o coração de Potter antes de ser seduzida pelo musculoso Viktor Krum, e finalmente namorando com o fiel companheiro de Potter. Depois de uma carreira meteórica que a tornou Chefe do Departamento de Execução de Leis Magicas, ela agora está inclinada a ir ainda mais alto no Ministério, e também é mãe de Hugo e Rose. Será que Hermione provou que uma bruxa pode ter tudo (Não – olhem seu cabelo.)?
Além disso, temos aqueles membros da Armada de Dumbledore que receberam ligeiramente menos publicidade que Potter, Weasley e Granger (estariam eles ressentidos? Quase que com certeza.) Neville Longbottom, agora um professor muito popular de Herbologia na Escola Hogwarts de Magia e Bruxaria, também está aqui na Patagonia com sua esposa Hannah. Até recentemente, o casal vivia no Caldeirão Furado em Londres, mas boatos afirmam que Hannah não apenas foi treinada para Curadora, como também está se candidatando à vaga de enfermeira em Hogwarts. Fofocas sugerem que ela e seu marido gostam de Whisky de Fogo mais do que esperaríamos de pessoas que cuidam de nossas crianças, mas sem dúvidas esperamos que ela tenha sorte na sua empreitada.
Por último entre os principais membros da Armada de Dumbledore, temos, obviamente, Luna Lovegood (agora casada com Rolf Scamander, neto do aclamado Magozoologista Newt). Ainda encantadoramente excêntrica, Luna anda pra lá e pra cá na seção VIP com hobbies compostos com as cores de todos os 16 países qualificados. Seus gêmeos estão “em casa com seu avô”. Seria esse um eufemismo para “Muito perturbados para serem vistos em público”? Certamente alguém mais rude poderia sugerir isto.
Diversos outros membros da Armada estão aqui, mas é entre esses seis que os holofotes brilham mais forte. Onde quer que uma cabeça vermelha esteja, alguém pode deduzir que pertença a um Weasley, mas é difícil de dizer se é de Jorge (endinheirado co-fundador do Gemialidades Weasley), Carlinhos (domador de dragões, ainda solteiro – porque?) ou Percy (Chefe do Departamento de Transportes Mágicos – é sua culpa que a rede Flu está tão congestionada!). O único fácil de indentificar é o Gui que, pobre homem, é gravemente desfigurado depois de seu confronto com um lobisomem e, mesmo assim (encantamento? Poção do amor? Chantagem? Sequestro?) é casado com a inegavelmente deslumbrante (porém sem dúvidas cabeça-de-vento) Fleur Delacour.
Provavelmente veremos esses e outros membros da Armada de Dumbledore nos camarotes Vip’s no final da Copa, contribuindo para o glamour do evento. Vamos torcer para que o comportamento de dois de seus jovens herdeiros não causem embaraço para eles, trazendo vergonha para aqueles que honraram seu sobrenome bruxo.
É sempre complicado invadir a privacidade de adolescentes, mas a verdade é que qualquer um próximo de Harry se beneficia e precisa pagar com a pena de despertar interesse do público. Sem dúvidas, Potter vai ficar triste em saber que seu afilhado de 16 anos Teddy Lupin – um esguio meio-lobisomem com cabelo azul-brilhante – está se comportando de um jeito que prejudica a realeza bruxa desde que chegou no acampamento VIP. Talvez seja pedir demais que o sempre ocupado Potter eduque seu selvagem afilhado com uma rédea mais curta, educação que foi confiada à ele pelos pais do garoto antes de morrerem, mas estremecemos só de  pensar no que pode acontecer caso o Lupin não sofra uma intervenção urgente. Enquanto isso, O senhor e a senhora Gui Weasley talvez fiquem felizes em saber que sua linda e loira filha Victoire parece se sentir atraída para qualquer canto escuro que Lupin esteja enfiado. A boa notícia é que ambos parecem ter inventado um método de respirar por suas orelhas. Não consigo pensar em outra maneira deles conseguirem ter sobrevivido por tempos tão prolongados de, como diziam na minha época, ‘amassos’.
 Mas não sejamos severos! Harry Potter e seus companheiros nunca disseram que eram perfeitos! E para aqueles que querem saber exatamente o quão imperfeitos eles são, minha nova biografia: Armada de Dumbledore: O lado negro dos soldados dispensados estará disponível em 31 de Julho.


DUMBLEDORE’S ARMY REUNITES AT QUIDDITCH WORLD CUP FINAL
By the Daily Prophet’s Gossip Correspondent, Rita Skeeter.

There are celebrities – and then there are celebrities. We’ve seen many a famous face from the wizarding world grace the stands here in the Patagonian Desert – Ministers and Presidents, Celestina Warbeck, controversial American wizarding band The Bent-Winged Snitches – all have caused flurries of excitement, with crowd members scrambling for autographs and even casting Bridging Charms to reach the VIP boxes over the heads of the crowd.
But when word swept the campsite and stadium that a certain gang of infamous wizards (no longer the fresh-faced teenagers they were in their heyday, but nevertheless recognisable) had arrived for the final, excitement was beyond anything yet seen. As the crowd stampeded, tents were flattened and small children mown down. Fans from all corners of the globe stormed towards the area where members of Dumbledore’s Army were rumoured to have been sighted, desperate above all else for a glimpse of the man they still call the Chosen One.       
The Potter family and the rest of Dumbledore’s Army have been given accommodation in the VIP section of the campsite, which is protected by heavy charms and patrolled by Security Warlocks. Their presence has ensured large crowds along the cordoned area, all hoping for a glimpse of their heroes. At 3pm today they got their wish when, to the accompaniment of loud screams, Potter took his young sons James and Albus to visit the players’ compound, where he introduced them to Bulgarian Seeker Viktor Krum.
About to turn 34, there are a couple of threads of silver in the famous Auror’s black hair, but he continues to wear the distinctive round glasses that some might say are better suited to a style-deficient twelve-year-old. The famous lightning scar has company: Potter is sporting a nasty cut over his right cheekbone. Requests for information as to its provenance merely produced the usual response from the Ministry of Magic: ‘We do not comment on the top secret work of the Auror department, as we have told you no less than 514 times, Ms. Skeeter.’ So what are they hiding? Is the Chosen One embroiled in fresh mysteries that will one day explode upon us all, plunging us into a new age of terror and mayhem?           
Or does his injury have a more humble origin, one that Potter is desperate to hide? Has his wife perhaps cursed him? Are cracks beginning to show in a union that the Potters are determined to promote as happy? Should we read anything into the fact that his wife Ginevra has been perfectly happy to leave her husband and children behind in London whilst reporting on this tournament? The jury is out on whether she really had the talent or experience to be sent to the Quidditch World Cup (jury’s back in – no!!!) but let’s face it, when your last name is Potter, doors open, international sporting bodies bow and scrape, and Daily Prophet editors hand you plum assignments.    
As their devoted fans and followers will remember, Potter and Krum competed against each other in the controversial Triwizard Tournament, but apparently there are no hard feelings, as they embraced upon meeting (what really happened in that maze? Speculation is unlikely to be quelled by the warmth of their greeting). After half an hour’s chat, Potter and his sons returned to the campsite where they socialised with the rest of Dumbledore’s Army until the small hours.   
In the next tent are Potter’s two closest associates, the ones who know everything about him and yet have always refused to talk to the press. Are they afraid of him, or is it their own secrets they are afraid will leak out, tarnishing the myth of He Who Could Not Be Named’s defeat? Now married, Ronald Weasley and Hermione Granger were with Potter almost every step of the way. Like the rest of Dumbledore’s Army, they fought in the Battle of Hogwarts and no doubt deserve the plaudits and awards for bravery heaped upon them by a grateful wizarding world.       
In the immediate aftermath of the battle Weasley, whose famous ginger hair appears to be thinning slightly, entered into employment with the Ministry of Magic alongside Potter, but left only two years later to co-manage the highly successful wizarding joke emporium Weasleys’ Wizard Wheezes. Was he, as he stated at the time, ‘delighted to assist my brother George with a business I’ve always loved’? Or had he had his fill of standing in Potter’s shadow? Was the work of the Auror Department too much for a man who has admitted that the destruction of He Who Could Not Be Named’s Horcruxes ‘took its toll’ on him? He shows no obvious signs of mental illness from a distance, but the public is not allowed close enough to make a proper assessment. Is this suspicious?
Hermione Granger, of course, was always the femme fatale of the group. Press reports of the time revealed that as a teenager she toyed with the young Potter’s affections before being seduced away by the muscular Viktor Krum, finally settling for Potter’s faithful sidekick. After a meteoric rise to Deputy Head of the Department of Magical Law Enforcement, she is now tipped to go even higher within the Ministry, and is also mother to son, Hugo, and daughter, Rose. Does Hermione Granger prove that a witch really can have it all? (No – look at her hair.)    
Then there are those members of Dumbledore’s Army who receive slightly less publicity than Potter, Weasley and Granger (are they resentful? Almost certainly). Neville Longbottom, now a popular Herbology teacher at Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry, is here in Patagonia with his wife Hannah. Until recently the pair lived above the Leaky Cauldron in London, but rumour has it that Hannah has not only retrained as a Healer, but is applying for the job of Matron at Hogwarts. Idle gossip suggests that she and her husband both enjoy a little more Ogden’s Old Firewhisky than most of us would expect from custodians of our children, but no doubt we all wish her the best of luck with her application.
Last of the ringleaders of Dumbledore’s Army is, of course, Luna Lovegood (now married to Rolf Scamander, swarthy grandson of celebrated Magizoologist Newt). Still delightfully eccentric, Luna has been sweeping around the VIP section in robes composed of the flags of all sixteen qualifying countries. Her twin sons are ‘at home with grandpa’. Is this a euphemism for ‘too disturbed to be seen in public’? Surely only the unkindest would suggest so.
Sundry other members of the Army are here, but it is on these six that most interest is focused. Wherever there is a red head one may make an educated guess that it belongs to a Weasley, but it is difficult to tell whether it is George (wealthy co-manager of Weasleys’ Wizard Wheezes), Charlie (dragon wrangler, still unmarried – why?) or Percy (Head of the Department of Magical Transportation – it’s his fault if the Floo Network’s too busy!). The only one who is easy to recognise is Bill who, poor man, is grievously scarred from an encounter with a werewolf and yet somehow (enchantment? Love potion? Blackmail? Kidnap?) married the undeniably beautiful (though doubtless empty-headed) Fleur Delacour.  
Word is that we shall see these and other members of Dumbledore’s Army in the VIP boxes at the final, adding to the glitz and razzmatazz of a gala occasion. Let us hope that the behaviour of two of their younger hangers-on does not embarrass them, heaping shame on those who have previously brought honour to the name of wizard.    
One always hesitates to invade the privacy of young people, but the fact is that anyone closely connected with Harry Potter reaps the benefits and must pay the penalty of public interest. No doubt Potter will be distressed to know that his sixteen-year-old godson Teddy Lupin – a lanky half-werewolf with bright blue hair – has been behaving in a way unbefitting of wizarding royalty since arriving on the VIP campsite. It might be asking too much that the always-busy Potter keep a tighter rein on this wild boy, who was entrusted to his care by his dying parents, but one shudders to think what will become of Master Lupin without urgent intervention. Meanwhile, Mr and Mrs Bill Weasley might like to know that their beautiful, blonde daughter Victoire seems to be attracted to any dark corner where Master Lupin happens to be lurking. The good news is both of them seem to have invented a method of breathing through their ears. I can think of no other reason how they have survived such prolonged periods of what, in my young day, was called ‘snogging.’           
But let us not be severe. Harry Potter and his cohorts never claimed to be perfect! And for those who want to know exactly how imperfect they are, my new biography: Dumbledore’s Army: The Dark Side of the Demob will be available from Flourish and Blotts on July 31st.

<3

O que vocês acharam? Eu achava que o Neville e a Luna iriam ficar juntos! Ela é uma das minhas personagens preferidas e confesso que quando ela apareceu pela primeira vez eu era louca para que o Potter se apaixonasse por ela!  Adorei tudo! Queria conhecer melhor o filho do Lupin e saber mais sobre esse romance dele! Foi bom mais foi pouco, quem é fã quer sempre mais!

13 julho 2014

Never Sky - Sob o céu do nunca

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[muito bom]

Eu recomendo: Never Sky – Sob o céu do nunca
Autora: Veronica Rossi
Editora: Prumo

Sinopse:
Tempestades de Éter deixaram o mundo devastado, parte da população conseguiu se salvar abrigando-se em núcleos, aqueles que ficaram do lado de fora morreram ou regrediram, vivendo em pequenas aldeias ou sozinhos, com dificuldade de conseguir alimentos ou lutando contra grupos canibais. Ária vive em um dos núcleos, tudo é perfeito para ela, até que ela perde contato com sua mãe, que está trabalhando em outro núcleo distante com pesquisas genéticas. Ela vai tentar descobrir o que aconteceu e acaba se envolvendo em uma confusão onde ela não só encontra um Forasteiro (alguém que vive fora dos núcleos) como acaba sendo enganada, e jogada do lado de fora, deixada para morrer. Isso até que reencontra esse Forasteiro, Peregrine, e juntos eles se unem para alcançar seus objetivos. Ária que reencontrar a mãe, Peregrine quer resgatar seu sobrinho que foi levado após sua tentativa de invasão do núcleo, isso será possível se eles concertarem o dispositivo de Ária que permite que ela se conecte ao núcleo e que foi quebrado no primeiro encontro dos dois. Encontrar alguém que concerte o dispositivo do lado de fora dos núcleos não será fácil, não há alimentos em abundância, existem ladrões, assassinos e canibais, além de outros perigos que Ária nem consegue imaginar.

Meu cantinho:
Quando mostrei esse livro na minha caixinha de correio eu contei a maior gafe que foi, porque eu o comprei na correria, sem ler direito, achando que era um livro da Veronica Roth, autora da série Divergente. Apenas quando o livro chegou e eu comecei a ler, que me toquei que esse livro era de uma autora completamente diferente. Mas tudo bem porque o livro é uma distopia – um dos meus gêneros preferido, e foi um livro muito bom.
Primeiro quero começar elogiando o trabalho da editora. O último livro que eu li da Prumo foi Progidy, que estava com erros muito feios de revisão. Entretanto, Never Sky teve uma revisão muito boa, uma diagramação muito bonita, detalhes bem feitos no início de cada capítulo além de uma capa condizente com a estória, completamente diferente da capa americana. Tem especificamente uma passagem do livro onde Ária fala do céu, parecendo uma pintura de Van Gogh, que eu acho que foi a inspiração para essa capa.
Os capítulos são narrados hora por Peregrine ora por Ária. Ária vive em Quimera, cidades encapsuladas, núcleos seguros, contra as tempestades de Éter que destruíram grande parte da terra. Os núcleos são autossuficientes, criam tudo que seja necessário para as pessoas, inclusive espaço e entretenimento através de criações multidimensionais de mundos, onde se pode mudar a aparência, criar o espaço, que atende aos olhos, ao tato, ao olfato. Ninguém ousa sair dos núcleos, lá fora não é seguro, há canibais, selvagens, radiação, não há comida, além das tempestades de Éter que podem facilmente matar qualquer um. O livro não explica o que é esse Éter, como ele surge, mas vemos o estrago que ele é capaz de fazer.
Ária é uma das nossas personagens principais, moradora de um núcleo. Eu não sabia o que significa uma ária, nem que tinha relação com a música, até que no final do livro a autora faz essa referência. Para quem não sabia como eu, ária refere-se a qualquer composição musical escrita para um cantor solista, o nome casa muito bem pois Ária sofreu modificações genéticas (por escolha da sua mãe) que permite que ela cante lindamente. Ela conhece pouco do mundo lá fora, apenas o que sempre ouviu falar: éter, radiação, canibais, contaminação; e é exatamente nesse lugar que ela vai parar. Ária acaba se envolvendo em uma enorme confusão ao tentar descobrir algo sobre o paradeiro de sua mãe, ele é uma geneticista que havia partido para outro núcleo para desenvolver pesquisas sobre as quais Ária não tinha conhecimento. Sempre que podia sua mãe entrava em contato com ela, contudo algo aconteceu, sua mãe sumiu e ao tentar descobrir informações ela acaba se envolvendo em um problema muito grave, no meio de pessoas perigosas, é enganada e expulsa do núcleo, jogada do lado de fora para morrer. Do lado de fora ela é salva por Peregrine, um homem forte, bonito, caçador, guerreiro, e um olfativo e vidente – o que significa que ele é especial, ele tem a capacidade de sentir cheiros a longas distâncias, se perceber o humor através dos cheiros e ainda tem uma visão aguçada que lhe permite até mesmo enxergar no escuro. Esses são alguns dos talentos que pessoas que vivem do lado podem ter, mutações que ocorreram com o passar dos tempos. Nossos dois personagens têm personalidades fortes e são totalmente humanos. Isso significa que em alguns momentos vocês vão odiá-los, em outros vão amá-los, porque eles erram e acertam. Porque eles fazem coisas que nos conquistam e outras vezes fazem coisas completamente estúpidas, mas não tem nada do que eu ame mais do que personagens com defeitos, porque aqueles perfeitinhos demais são muito irreais. Além deles temos personagens secundários maravilhosos, em especial um casal em cativou: Roar e Liv. Eles se apaixonaram mais não podem ficar juntos por questões envolvendo a sobrevivência da tribo, nada de intriguinhas bobas ou coisas assim que separam o casal, mas sim a vida de uma tribo inteira que pode morrer de fome sem um acordo de casamento vantajoso, o que não inclui a união de Roar e Liv. O livro tem outros personagens muito interessantes, mas não vou me estender sobre eles e acabar revelando spoilers, pois cada personagem sempre contribui com algo significativo.
Voltando ao nosso casal principal, Ária e Perry partem nessa jornada, aceitando trabalhar juntos, apesar dos inconvenientes, já que os objetivos dos dois podem ser alcançados se trabalharem em conjunto. Ária precisa concertar o dispositivo que a re-conectaria com as cidades, e assim ter a chance de descobrir onde sua mãe está, já Perry precisaria desse dispositivo para encontrar Talon, seu sobrinho que foi sequestrado e levado para dentro dos núcleos após a tentativa de Perry de invadir um desses atrás de comida. Eles precisam se aturar e se ajudar para enfrentar os perigos que certamente apareceram em seu caminho, o que eles não esperavam era que no meio de tudo isso pessoas tão diferentes pudessem ter coisas em comum e entre essas coisas um sentimento de atração.
O livro varia entre cenas empolgantes, de lutas, brigas, perseguições, revelações com cenas mais lentas de descanso e reflexões. Contudo, nada no livro se compara ao final, a verdade revelada sobre a pesquisa da mãe de Ária, sobre quem ela é, e as implicações de todas essas descobertas. O livro vai acabando, as páginas vão se tornando escassas e você termina sem acreditar que o livro acabou na melhor parte e você não tem a continuação em mãos.

Continuação:
O próximo livro da série é Through the Ever Night, sem previsão de lançamento no Brasil.

12 julho 2014

Caixinha de correio


Incendeia-me é o último livro da trilogia Estilhaça-me (e eu já comecei a ler). A capa ficou completamente diferente dos primeiros volumes, seguindo a versão estrangeira. A editora também relançou (se não estou enganada) os dois primeiros volumes com as capas estrangeiras. Eu fiquei dividida porque essa capa é muito linda, mas a capa de Estilhaça-me é ainda mais bonita, o único problema é que a capa de Liberta-me foi um close sem resolução na cara da menina que está na capa do primeiro livro. Entristece-me o fato de que eu vou ficar com capas diferentes na minha estante. Cidade do fogo celestial é o último volume da série Os instrumentos mortais (você vai perceber que essa caixinha é cheia de últimos volumes). Apesar de o último livro ter acabado de modo empolgante eu não estou delirante por esse último livro, acho que é porque têm outros nessa caixinha pelos quais estava ainda mais ansiosa.


Procura-se um marido e Perdida são da mesma autora brasileira Carina Rissi. Tinha muita vontade de ler esses dois livros porque sempre ouvi muita coisa positiva deles, e me arrependi muito de já ter os deixados passarem em outras compras (uma vez achei Perdida por 9,90 na saraiva e não sei por que diabos eu não comprei).


Iniciada é o último volume da série Trylle. Eu não achei essa saga uma das melhores, mas comprei o último volume porque ele estava em conta e porque tenho alguma curiosidade sobre como as coisas vão se resolver, mas ele não é prioridade de leitura. Codinome Cassandra é a continuação de Quando cai o raio da minha querida Meg Cabot. Eu amei o primeiro livro da série, falei de como achei a personagem forte e adorável como Suzannah da série A mediadora e como terminei louca para ter esse segundo livro em mãos!


Réquiem é o último livro da trilogia Delírio. Quem leu o segundo livro sabe que ele acaba de um modo louco e inesperado no qual o leitor começa a gritar desesperadamente perguntando por que o mundo é tão cruel e a continuação não está em suas mãos (não estou brincando). Vocês podem esperar a resenha dele muito em breve aqui. Mistérios Noturnos não foi uma compra, mas sim uma troca no skoob. Infelizmente ele veio mais sujo e machucado do que nas fotos que a pessoa me enviou, esse tipo de coisa acaba me chateando e o livro acaba ficando um tempo parado na estante, não esperem a resenha dele tão em breve.


O que acharam das minhas novas aquisições?

09 julho 2014

Diário de um banana

««««««
[muito bom]

Eu recomendo: Diário de um Banana
Autor: Jeff Kinney
Editora: V&R – Vergara & Riba Editoras

Sinopse:
Greg está começando o ensino fundamental e registrando essa nova fase da sua vida em um caderno de memórias (que não é um diário, pois diário é coisa de menina). Ele sabe que precisa mudar, ser mais responsável, fazer as coisas diferentes porque ele não é mais uma criança, mas as coisas sempre complicam pois Rowley, seu melhor (e único) amigo sempre se atrapalha e age feito um bebezão. Em seu caderno ele vai relatando os acontecimentos do dia a dia, as tentativas de sucesso na escola, os fracassos, os problemas com a família, os pais implicantes e os irmãos chatos e mimados. Apenas o relato de dias comuns mas que podem ser extremamente hilários.

Meu cantinho:
No geral, sempre ouvi coisas positivas desse livro, apesar de certo dia uma colega ter falado que achou um tanto bobo. O livro é narrado por uma criança, ele conta coisas de seu cotidiano e ele faz desenhos para ilustrar seu caderno de memórias (que ele gosta de enfatizar que não é um diário). O livro de fato não tem nada de complexo, é uma escrita simples, leve, de coisas banais e outras divertidas, uma leitura para passar o tempo e distrair o leitor.
Alguns não gostam do livro por achá-lo infantil, já que o narrador acaba de entrar no ensino fundamental, além das ilustrações que o livro possuí; outros acham que ele é ruim por não ter uma trama, não é possível falar: “o livro fala sobre isso, se desenrola assim”, são cenas do dia a dia, sem uma trama específica. Eu discordo dessas opiniões. Primeiro acho que as ilustrações acabam tornando o livro mais engraçado, por mais que o traço seja tosco, ele casa com a leitura e sempre me arranca risadas. Apesar de ser um livro infantil não significa que não seja bom e que você não pode tirar lições disso. O livro pode ser cômico e relatar coisas banais, mas no meio disso tudo percebemos que nosso personagem passa por situações com as quais podemos nos identificar, pelas quais já passamos, problemas com amigos, escola, pais, irmãos. Muitas vezes problemas que podem ser pequenos podem realmente afetar nosso personagem, acho muito triste como os pais sempre brigam com ele por conta do irmão mais novo, mesmo que ele não seja culpado de algo. Acho que nesse ponto me identifiquei muito com o personagem já que também sou a filha do meio, que não é a primeira, a mais velha e também não é o bebê caçulinha.
Quem gosta de livros ilustrados, extremamente engraçados, mesmo que tenham um foco infantil (mas todos nós já fomos crianças e não custa nada relembrar um pouco como as coisas eram) deve dar uma chance a essa leitura. Eu li esse livro em poucas horas, não vi o tempo passar, uma leitura leve e cativante. Recomendo.

Continuação:
O próximo livro da série é Diário de um banana: Rodrick é o cara.

06 julho 2014

Livro versus Filme

A culpa é das estrelas (2014)
Dirigido por Josh Boone

A culpa é das estrelas (The fault in our stars título original) é uma adaptação do livro homônimo de John Green. Se você não leu A culpa é das estrelas ou viu o filme em questão o texto a seguir pode conter em spoilers.


Imaginei todo mundo diferente

Acho muito complicado ler um livro e ver o filme e achar os personagens parecidos com o que você imaginou (exceto Harry Potter que foram arrancados da minha mente). Mas eu achei essa atriz particularmente muito diferente do que eu imaginava Hazel. Como eu já tive experiência de conviver com pessoas com essa doença eu sei o quanto a pessoa pode ficar debilitada, e o quanto isso pode afetá-la fisicamente. Confesso que a maquiagem era muito boa, a atuação das cenas de mal estar também, mas ainda assim ela estava muito gordinha e muito saudável para alguém que lida com câncer há tantos anos. Lógico que isso seria difícil de retratar sem qualquer falha, mas ainda acho que a atriz não tinha um porte físico adequado. Acho que ela é muito alta e muita velha para a imagem que John Green constrói de Hazel. Isaac também não era como eu imaginava, achava que ele seria um cara fofinho e loiro... fiquei até em dúvida quando vi o filme porque as vezes eu imagino coisas que nem no livro estão, mas via ele loiro em todas as fanarts e pensei que não era coisa da minha cabeça! Confesso que imaginava Gus diferente também, mas ele foi tão charmoso durante o filme que fui conquistada, falo sobre ele no próximo tópico.
Só para finalizar, achei essa imagem no Google super fofa, muito mais perto da minha imagem da Hazel. Acontece que eu não sei de quem é para das os créditos, no nome do arquivo tem apenas “by drnightflower”, se alguém souber me avise que passo os créditos certinho aqui.


Gus, vulgo Augustus Waters

Esse ator não me conquistou de cara, a primeira vez que o vi atuando foi de passagem no filme Divergente e sinceramente, ele não se destacou muito, por isso eu não esperava muito dele e achei que ele não seria um bom Gus. O Gus da minha cabeça tinha um rosto mais fino, mais quadrado, um cabelo mais escuro, olhos maiores. Para mim, na maior parte do tempo, esse ator tem uma cara de abobalhado (como na foto acima). Acontece que vendo o filme ele me conquistou, ele me ganhou, ele se tornou Gus. Aquele cara espontâneo, divertido, cativante. Mordi minha língua (principalmente depois da cena em que a Hazel tira a camisa dele e vemos aquele tanquinho escultural).


Referências curiosas

Já que estou falando sobre os personagens vou começar falando sobre algumas curiosidades que descobri sobre o nome deles. Hazel refere-se a uma cor de transição e John Green achou que seria adequado já que Hazel está em uma fase entre a infância e a vida adulta, entre estar saudável e estar doente, estar bem e sofrer recaídas. Acho que foi uma escolha boa. Augustus é o nome de imperadores romanos, que seria uma associação a grandeza do personagem, já seu apelido Gus é um nome mais curto, mais fofo, mais pessoal. Ele faria referência a esse personagem que começa tão grande e poderoso, mas que se torna vulnerável diante das adversidades que vive.Também descobri que o livro faz várias referências a outras obras. Por exemplo, a frase Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só”, foi inspirada em uma frase de Hemingway que diz: “Como é que você vai à falência? Duas maneiras: Aos poucos, então, de repente”. Até o próprio título é uma referência a uma citação da peça Julio Cesar  de William Shakespeare: "The fault, dear Brutus, is not in our stars, but in ourselves...", que em significa "A culpa, querido Brutus, não está nas nossas estrelas, mas em nós mesmos...".


All blue

Eu vi um comentário em um blog, antes de assistir ao filme, que dizia que em todas as cenas haveria algo da cor azul em referência a capa do livro. Eu estava muito concentrada no filme, mas hora ou outra eu me lembra desse comentário e percebia que realmente sempre havia algo azul: uma blusa, o cordão do capuz, o vestido, a parede, algum objeto ao fundo.  Achei essa uma curiosidade super bacana e decidi compartilhar com vocês.


A culpa é do John Green

John Green pode ter colocado a culpa nas estrelas, mas acredito que a culpa é dele por ter escrito um livro tão bom, que tenha conquistado tantos fãs. Mesmo quem não conhece o livro, mas viu o filme foi conquistado por este. Acontece que há uma probabilidade muito grande que esses fãs loucos tenham roubado o banco onde Gus e Hazel se beijaram em Amsterdã. Vi uma notícia de que muitos turistas perguntavam onde era o lugar, provavelmente para tirar fotos, mas alguém se empolgou e quis o banco para si. A dica é fica atento para ver se acha o banco no e-bay, mas aposto que quem pegou pretende ficar com ele para si.


Aperta o play para chorar

Eu não ouvi todas as músicas que compõem a trilha sonora do filme, mas a que eu ouvi me conquistou. Eu ouvi pela primeira vez a música “All of the stars” antes do filme e achei encantador, mas depois de ter visto o filme ela me pareceu ainda mais significativa. É aquela música que puxa as cenas da sua memória e te deixa emocionada ao ouvir. Se quiser conferir as outras músicas da trilha sonora do filme você pode ver a lista completa aqui.


Corta!

John Green foi literalmente cortado do seu filme. Ele decidiu fazer uma pequena participação no seu filme (lembro que a Stephenie Meyer fez a mesma coisa em Crepúsculo) no qual ele interpreta o pai de uma garotinha no aeroporto indo para Amsterdã que pergunta a Hazel sobre a cânula que ela usa. Há essa cena no livro, mas o ritmo do filme é diferente e ela teria sido cortada por fazer uma pausa desnecessária nesse. Li as declarações do John Green sobre esse fato e ri muito, ele fala que a cena não foi cortada por ele ser um péssimo ator, o que ele de afirma que de fato foi, e que é muito hilário ser cortado da adaptação do seu próprio livro! Se eu fosse ele teria tentando aparecer como figurante, nem que fosse passando ali no fundo!


Oi, meu nome é Hazel.

Sabe o grupo de apoio que a Hazel frenquenta e onde conhece nosso querido Gus? Bem, tenho duas curiosidades interessantes sobre esse grupo. A primeira é que é uma das cenas prediletas de John, pelo menos ele declarou que foram os momentos mais legais que ele viu ganhando vida. A segunda curiosidade é que os adolescentes que participam desse grupo estão de fato lutando contra o câncer na vida real.


Balanço final

Esse post acabou sendo mais de curiosidades do que críticas, por que apesar de não ter gostado tanto da escolha de todos os atores, o filme foi muito bom. Contudo, eu tive uma experiência diferente com cada uma das obras. O livro me tocou profundamente, eu chorei lendo esse livro como nunca chorei lendo qualquer outro, isso porque eu já sofri com a perda de alguém querido por essa doença. Quando eu li esse livro me envolvi muito com o sentimento de perda e me lembrei de como sofri e como foi triste perder o meu pai para o câncer. Contudo, dois anos depois de ter lido o livro, ao assistir esse filme em outro momento da minha vida, e de percebê-lo com outros olhos e em outra profundidade eu me envolvi de uma forma diferente. Eu assisti ao filme e não sofri tanto pela dor do câncer, mas pela separação do casal, do fim do romance. Acho que até por isso eu não chorei, em alguns momentos fiquei com os olhos marejados, mas não chorei de fato em momento algum. Na verdade, me vi rindo a maior parte do tempo, o discurso de Gus ao jogar ovos na casa da ex do Isaac foi o melhor: "Sua filha cometeu uma grande injustiça, então viemos nos vingar. Temos cinco pernas, quatro olhos e dois pulmões e meio em funcionamento, mas temos também duas dúzias de ovos. Se eu fosse a senhora, voltaria para dentro de casa."


Gente, em minhas pesquisas por imagem eu achei isso, a “versão gay” do pôster A culpa é das estrelas, ri horrores! Esse pessoal deve ter se divertido um monte gravando esse filme, vocês não acham?